Você é mulher para casar?

Existe, sim, mulher pra casar e mulher pra trepar. Essa é tão antiga quanto a minha avó – e tão honesta quanto ela. Mas antes de se revoltar, lembre que nós, mulheres, também temos nossa listinha de ‘pra casar’, ‘pra namorar’, ‘pra trepar’. A diferença é que, pra nós, o nível de importância do ‘pra transar’ até ‘pra casar’ é de baixo pra cima – os pra transar ficam na base da pirâmide do que julgamos como caras interessantes e no topo da cadeia alimentar ficam, claro, os apetitosos ‘pra casar’.

Enquanto isso, pros viventes machos, a ordem dos fatores altera bem o seu produto interno bruto: as pra casar não são, definitivamente, as mais valorizadas – enquanto eles não estiverem procurando por uma, claro. Mas isso é muito menos por ‘machismo’ do que por questões práticas. As mulheres querem relacionamentos sólidos, romance, dormir de conchinha, ter alguém pra compartilhar na cama, na mesa e no banho. Homens que signifiquem segurança emocional. Os homens já não ligam tanto pra isso. Tendo uma boa cama pra dormir, um bom chuveiro e comida na mesa – seja lá de onde vier, até da mamãe – tá dentro. O negócio é se realizar profissionalmente e ter um bom sexo de vez em quando pra relaxar. Quando resolverem selar o cavalo, ter sua cria, a conversa será outra. Mas até lá, a preferência nacional será para eles, claro, a velha e boa pelada no final de semana – e não é de futebol que eu falo. O embate pra realizar os anseios de homens e mulheres, creio, será eterno.

Mas o fato mais interessante nessa de casar x transar é que duas pesquisas revelam o perfil das mulheres cama-mesa-e-banho das toalhinhas-descartáveis-de-lavabo. Portanto, às moçoilas que estão à procura de um top de linha ‘pra casar’, prestem atenção: esqueçam o dito popular que, pra laçar marido, o negócio é não ficar dando muito por aí pra não parecer fácil. Eles estão cagando pra isso. Se o seu negócio, querida, é tirar o santo antônio do sufoco, a dica é: vá estudar! E o argumento vai aqui justificado em 2 pesquisas. Ei-las:

PESQUISA 1 – Homens modernos querem mulheres inteligentes para casar.

A pesquisa envolveu 12 mil pessoas (homens e mulheres) de 30 países diferentes, que classificaram os atributos mais importantes na hora de escolher um parceiro. E o resultado mostrou que os homens modernos se interessam cada vez menos pela aparência física – inteligência é mais importante. Outras qualidades tradicionais, como cozinhar bem, também caíram no ranking de atratividade.

PESQUISA 2 – Para transar, as belas e vulneráveis!

Os homens, aparentemente, são pré-programados para procurarem por mulheres que são mais frágeis, de acordo com nova pesquisa. Os pesquisadores disseram que em sua essência, o homem mudou desde os tempos dos Neandertais quando a reprodução era o principal foco. Cientistas americanos pesquisaram 88 fatores que são exploráveis pelos homens como passíveis de seres interpretados como “frágil”. Um dos exemplos citados pela pesquisa é quando a mulher morde os lábios ou possuem olhar sonolento, sugerindo que elas estão “pedindo” por atenção.

Os pesquisadores mostraram as imagens de mulheres evidenciando esses fatores comportamentais para 76 homens, pedindo-lhes para classificarem o quão desejável eram aquelas mulheres expostas, de acordo com notícia divulgada pelo portal DailyMail. A vulnerabilidade física não conseguiu atrair os homens, tornando-as pouco atraentes. Quando o fator analisado foi a vulnerabilidade psicológica – classificado como mulheres imaturas ou pouco inteligentes – os homens sentiram-se atraídos e deram as maiores pontuações, de acordo com estudo da University of Texas at Austin.

O estudo, no entanto, mostrou que quando o interesse do homem em encontrar uma mulher para relacionamento longo ou casamento, mulheres com aspecto de menos inteligentes ou imaturas foram rejeitadas. O estudo concluiu: “A avaliação da vulnerabilidade imediata de uma mulher pode ser fundamental para a ativação de mecanismos psicológicos no homem”.

E só pra constar, vai aqui a máxima do infalível Woody Allen: “A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrário é completamente impossível”.

Sobre Rosane Kurzhals

Nasceu e cresceu em Blumenau. Amadureceu em SP. Amante da psicologia, publicitária por mais de 20 anos, taróloga pelo mesmo tempo, dramaturga quando pode. Acredita no Deus de todas as religiões, apesar de não ter nenhuma. Acredita no trabalho, mesmo quando falta. Acredita no amor, a despeito de toda ausência dele no mundo.

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